Relato de Experiências e Vivências na Educação Infantil em Goiânia
Compartilho as experiência do trabalho com a Educação Infantil
segunda-feira, 17 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Rosa Batista (UFSC) - A ROTINA NO DIA_A_DIA DA CRECHE : ENTRE O PROPOSTO E O VIVIDO
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil - Marco Teórico, base das Propostas Pedagógicas brasileiras.
Tese do Professor Dr. Romilson Martins Siqueira discussões sobre a "invisibilidade" das crianças e novas perspectivas, contribuições da Sociologia.
https://docs.google.com/open?id=0B_G7z0r-h7XdZjVmOTM1ZjMtMjQzMS00ZWE0LWI0ZWMtMDU2ZGQ1ODNhNmU3
Sobre Vivências e Experiências
Contribuições do blog da Proposta Político Pedagógica de Goiânia. Este texto subsidiou as discussões sobre estas categorias presentes no documento.
https://docs.google.com/open?id=0B_G7z0r-h7XdcVkzdEQtWnpSNEtodzhWbnppRkw5QQ
Contribuições do blog da Proposta Político Pedagógica de Goiânia. Este texto subsidiou as discussões sobre estas categorias presentes no documento.
Relato do Projeto "Pequenos Clics"
Justificativa
O relato da experiência “Pequenos
Clics” apresenta a possibilidade de trabalhar a fotografia a partir da
exploração da máquina fotográfica, recurso tecnológico presente na instituição e que gerou interesse das crianças
quando se viram presentes nestes registros.
Este projeto
foi desenvolvido no Centro Municipal de Educação Infantil 13 de Maio, no
agrupamento “EI-BC” com 15 crianças participantes com idade entre 1 ano a 2
anos e 11 meses, no período de outubro a dezembro de 2012, no município de
Goiânia.
Durante
as atividades desenvolvidas na instituição, no ano de 2012, junto às crianças foi
realizado o registro fotográfico do grupo nas mais diferentes situações
significativas.
Para
dar sentido e significado a este projeto recorri às diferentes linguagens para
contextualizar o trabalho objetivando o olhar atento das crianças para os
registros fotográficos que constituíram a história e memória deste grupo de
crianças.
Acredito
que a observação foi fundamental na busco de um olhar sensível sobre as
necessidades e interesses que as crianças comunicaram em suas linguagens:
corporal, verbal, gestual, sendo o registro através da fotografia um dos
recursos essenciais para representar esses momentos, o olhar para os
acontecimentos a partir de um referencial.
De
acordo com Guimarães (2011, p. 107), “ a fotografia intervém, participando do
processo e produzindo descobertas não previstas neles. Ela representa e cria o
objeto nela figurado”. Assim, durante uma atividade a Rhaab aproximou-se e
pediu para que ela pudesse tirar uma foto dos colegas, sua fala foi um
indicativo que inicialmente pretendia desenvolver enquanto sequência de
atividades, mas que possibilitou a ampliação dos processos de aprendizagem,
pois envolveria principalmente pesquisa ouvindo o que as crianças estavam
comunicando.
Desta forma o
projeto foi sistematizado buscando interligar as diferentes linguagens. Este
foi ganhando forma oportunizando ampliar os conhecimentos prévios das crianças
sobre o significado do registro fotográfico no cotidiano do CMEI e uso da
tecnologia.
Tenho
convicção que a fotografia expressa somente um recorte do momento e não dá
conta do contexto, das vivências e experiências que foram propiciadas na
instituição no decorrer dos trabalhos, porém enquanto recurso tecnológico a
fotografia tornou-se um instrumento presente no cotidiano das crianças, sendo
que elas têm a cada dia acesso a estes recursos nos espaços de convivência
social e familiar.
Assim
durante nossas atividades as crianças passaram a verbalizar quando eram
fotografadas as seguintes falas: “professora tira a foto”, “deixa eu tirar”. A
partir da avaliação diária das situações de aprendizagem propiciadas que se
refletem no planejamento estas questões passaram a representaram enquanto pauta
de trabalho no agrupamento, pois as crianças a cada dia iam indicando o
interesse que a professora registrasse os momentos vividos por elas na
instituição.
O indicativo
principal aconteceu durante uma atividade no espaço externo em que as crianças
se divertiam em um delicioso banho de “aspersor”. Enquanto elas se alegravam
com seus risos e gritos de euforia dando mostras ao prazer sentido pela água
fria, eu fotografava cada momento não perdendo um momento sequer, uma forma de
documentar esta história que depois seria socializada em diferentes
instrumentos representando o momento vivido.
De acordo com
as DCNEI (2009) é papel da Educação Infantil e eixo do currículo garantir que
os espaços educativos
Promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas
manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança,
teatro, poesia e literatura; Possibilitem a utilização de gravadores,
projetores, computadores, máquinas fotográficas e outros recursos tecnológicos
e midiáticos.
Assim no
desenvolvimento deste projeto objetivei principalmente valorizar a participação
das crianças nos registros fotográficos em diferentes momentos e contextos
dando visibilidade aos seus interesses e aprendizagens, trabalhando assim a
fotografia das vivências a partir do olhar das crianças.
Objetivos
Geral:
Trabalhar a fotografia das vivências cotidianas no espaço do CMEI a partir do
olhar das crianças.
Específicos:
Valorizar
a participação das crianças nos registros fotográficos;
Trabalhar
recursos tecnológicos através da máquina fotográfica;
Explorar
a linguagem da fotografia em suas possibilidades;
Socializar
os trabalhos desenvolvidos no agrupamento.
Conteúdos
Curriculares
Recursos
tecnológicos
Linguagem
visual
Linguagem
textual
Linguagem
oral
Fotografia
a partir do olhar das crianças
Metodologia
A apresentação do trabalho com o projeto
“Pequenos Clics” foi realizada na roda de conversa quando trouxe um
questionamento para as crianças sobre quem havia tirado as fotografias delas do
trabalho com as fichas dos nomes.
Logo de imediato as crianças disseram
que havia sido a professora Celma, mas a ausência da ficha da professora foi
elemento para instigar a curiosidade das crianças, pois elas perceberam a
inexistência da minha fotografia. A Rhaab levantou imediatamente aproximando-se
de mim dizendo “deixa que eu tiro”, mostrando novamente seu interesse no uso
deste instrumento.
Outra questão foi surgindo nos
questionamentos sobre o porquê das crianças não utilizarem a máquina
fotográfica e a Isabela foi bem categórica dizendo “porque a professora não
empresta a máquina dela”. A resposta bem elaborada era esperada, pois partia
das inquietações que este projeto indicava como questão principal quanto a
oportunização do acesso das crianças aos recursos tecnológicos que as
Diretrizes Curriculares apontam como um dos eixo de trabalho da Educação
Infantil.
Enquanto avaliação prévia refleti que
muitas vezes, se não em sua maioria, esses recursos ficam sob o comando dos
adultos para que as crianças não os estraguem, pela ideia preconcebida de que
não sabem utilizar o objeto, o que é claro não é verdadeiro.
Geralmente são os adultos, os sujeitos
mais experientes neste processo, que definem o que e como registrar, sem
considerar os desejos e interesses do grupo. A própria fala sobre o tirar a
fotografia da professora apontou este interesse.
Assim a máquina fotográfica foi
explorada pelas crianças que atentas viam as imagens surgindo no tela digital
do objeto. Durante a atividade avaliei que nas falas das crianças elas
trouxeram apontamentos importantes de que algumas famílias emprestavam as
máquinas nos momentos em casa e nos passeios que realizavam.
Como primeira atividade já que a
professora Celma não tinha sua fotografia convidei as crianças para fazerem
parte deste processo de registro, explicando as técnicas necessárias em clicar
no botão disparador, no foco da imagem e no uso do cordão para evitar que a
máquina caísse.
Durante o trabalho enquanto eu era a
“estrela” da cena e observei durante o processo que algumas crianças
demonstraram habilidade com o objeto. Por fim a Rhaab surpreendeu dizendo
“professora sorria para sair na foto”.
No decorrer do projeto “Pequenos Clics” retomamos
com o grupo refletindo as questões anteriores sobre o uso das imagens das
crianças no contexto do CMEI enquanto protagonistas, pois elas eram as principais
interessadas no processo.
A partir do desenvolvimento da primeira
atividade realizei a avaliação inicial do projeto, esta se deu pela observação
atenta junto às crianças e aos significados que elas deram ao trabalho com o
projeto, o que foi visível que nas brincadeiras o grupo passou utilizar
diferentes objetos para representar a vivência com o uso da máquina
fotográfica.
Como a primeira atividade realizada foi
de elas tirarem fotos da professora, apresentamos novos desafios. Iniciei com a
conceituação do título do projeto, que foi completado posteriormente, pois
teria que ter a “cara” do agrupamento e nada mais significativo que a palavra
“clic” que é mundialmente conhecida como o som produzido pela máquina
fotográfica.
Por também ser de fácil compreensão das
crianças, depois de repetirmos algumas vezes a palavra, o grupo passou a
verbalizar o som assim como foi proposto. Conceituamos também o porquê de
tirarmos fotografias das crianças em diferentes atividades, explicando que
utilizamos estes registros para compor a história das crianças no CMEI 13 de
Maio, pois passa a ser conhecida e socializada com as famílias e comunidade e
que alguns documentos produzidos são entregues aos pais no final do ano letivo,
sendo que estes representavam as vivências no cotidiano na instituição, contando
a história das crianças e das professoras.
Para significar o trabalho apresentamos
toda documentação produzida pelas professoras desde a chegada das crianças no
ano de 2011, denominado relato das experiência, explicando que as pastas faziam
parte da história delas naquele espaço. A Ana Cláudia ao ver os registros
verbalizou que se tratava de um “livro”, o que complementei a relação, pois o
documento contava a história das crianças. Na relação entre fotografados e a
fotografia, podemos concordar com Guimarães (2011, p. 114-115) quando diz do
interesse em
Investigar quais
sentidos emergem sobre as relações, sobre o lugar da criança naquele contexto,
sobre a constituição de sua subjetividade. Nesta perspectiva, o ato fotográfico
funciona como experiência de interação, socialização e aprendizagem
compartilhada, especialmente a partir das interpretações das fotos, que permite
uma possibilidade outra de apreensão e apresentação de cada um que foi
fotografado.
As crianças exploraram os materiais e
relembraram de momentos vividos. Avaliei pelas falas que esta ação foi
significativa, pois a partir da verbalização das crianças muitas souberam dizer
os momentos registrados nos documentos ou demonstraram interesse em saber o que
não se lembraram buscando saber um pouco mais sobre os registros. Apreciar as
fotografias foi uma experiência importante para as crianças pelo significado
que elas deram para os registro realizados e socialização do mesmo
Para “amarrarmos a proposta” trouxe a
fala de que o registro faz parte da memória de um tempo importante, da mesma
forma que as famílias, por exemplo, também tiram fotos deles em passeios, como:
ida ao zoológico, parque, festas e outros. Esta conversa foi ponto de partida
para apresentarmos uma proposta com a linguagem da literatura.
Assim com a história “Jambo! Uma manhã
com os bichos da África”, Rogério Andrade Barbosa e Edu Engel, contei as
aventuras dos personagens que visitaram um parque ecológico no Quênia e
registram suas descobertas utilizando a máquina fotográfica. As crianças
demonstraram interesse, pois durante a contação de história olharam atentas às imagens apresentadas.
O envolvimento com o trabalho se deu
principalmente por as crianças verbalizarem conhecer alguns animais ilustrados
na obra e mais enfaticamente no caso da Cássia Cristina que compartilhou com
colegas e professora suas lembranças de uma visita ao zoológico realizada com
sua família verbalizando que “a girafa do zoológico morreu”.
As surpresas não pararam por aí. Continuei
com a proposta trazendo um novo elemento surpresa chegando ao grupo em uma
caixa de presente e com um cartaz com o título do projeto que foi fixado na
parede para socialização de todos.
As crianças com olhares atentos e
hipóteses quanto ao que havia dentro da caixa, disseram que havia “barata de
brincadeira”, fazendo referência aos questionamentos que geralmente faço quanto
a não possibilidade de levar insetos verdadeiros, principalmente barata,
enquanto surpresa para o agrupamento.
Quando viram as máquinas
fotográficas de brinquedo os olhos brilharam, principalmente por verbalizar com
o grupo que cada criança teria uma máquina para ser usada e cuidada até o final
do trabalho com o projeto quando elas levariam o presente para casa.
Com as máquinas nas mãos a
significação da palavra “clic” foi logo lembrada acontecendo uma “profusão” de
fotografias imaginárias e novas descobertas: a imagens de animais no brinquedo
e os conhecimentos necessários para vê-los como a proximidade do olho em um
pequeno orifício, além do uso da cordinha no braço para evitar que a máquina
caísse.
Depois da exploração inicial, nosso
pequenos fotógrafos saíram em disparada do agrupamento, elas foram a campo
realizar seus primeiros registros individuais e ao mesmo tempo coletivos do
espaço externo, escolhendo espaço, ângulos e pessoas que seriam registradas,
tudo acompanhado pela professora que fazia o registro do registro nos
bastidores.
As máquinas fotográficas continuaram
sendo exploradas, para algumas crianças que não estavam no dia da “entrega” era
algo novo. O conceito “máquina fotográfica” tem sido apresentado a cada
trabalho, contudo algumas crianças demonstraram inicialmente dificuldade com a
nomenclatura, tudo muito natural e esperado, até porque por ser uma palavra
elaborada, o que com auxílio da professora aos poucos elas iriam passaram a dominar
alguns termos sobre o nome do objeto “máquina”, “fotografia”, “foto”, enquanto
função deste recurso dominaram sem dificuldades dando mostras às suas
aprendizagens. No geral, enquanto conhecimento do grupo, as crianças associam o
registro fotográfico como “foto”. Acredito que o mais importante é que elas se
vissem participantes do processo e relacionasse o trabalho desenvolvido.
Diante a intensificação do trabalho com
a fotografia durante as atividades as crianças passaram a se aproximar mais
para serem fotografadas junto com a professora no momento que eu registrava os
colegas.
Com imagens impressas
do primeiro registro fotográfico realizado pelas crianças, elas relembraram do
uso da máquina fotográfica e os processos que vivenciaram. Por fim ajudaram a
fixar as fotografias no painel fazendo a comunicação do projeto, socializando
com famílias e colegas dos outros agrupamentos.
A cada encontro
para falar do projeto foram momentos para relembrarmos os trabalhos realizados
e informar as próximas ações. Conversamos sobre o nome do projeto e algumas
crianças verbalizaram a palavra “tic tic”, que foi lembrada que por ser o som
da máquina era “clic”. Também comunicamos a chegada dos momentos finais do
trabalho que será apresentado em exposição.
Continuando com
o projeto em certa “intensificação” dos trabalhos de forma que pudesse concluir
os trabalhos neste semestre por as crianças mudarem de agrupamento no próximo
ano, tendo a consciência de que mesmo não seria possível respondem todos os
objetivos pensados inicialmente, mas que outros foram surgindo e respondido no
decorrer do processo. Assim indiquei a possibilidade de que esse trabalho fosse
retomado pela professora que fosse assumir a turma no próximo ano.
Assim retomei a
profissão de fotografo trabalhada na literatura “Clic Clic” apresentando às
crianças um dos profissionais brasileiros mais premiados no mundo devido seu
estilo único de fotografar.
O fotografo
Sebastião Salgado foi apresentado às crianças com uso de fôlder informativo e
imagens de algumas produções. Destacamos a importância deste trabalho para
significar o papel da fotografia em diferentes trabalhos e contextos que vão
além dos registros do cotidiano familiar das crianças e dos realizados na
instituição, pois a fotografia está presente em diversos tipos de trabalho,
tendo seu uso e função social em diferentes contextos.
Nossos
fotografos também se “arriscaram” explorando paisagens, assim como Sebastião
Salgado e no parque da lagoa fizeram suas descobertas. Tudo, tudo muito
registrado.
Continuando com a relação dada ao uso da
máquina fotográfica com o som produzido pelo instrumento e a evolução do objeto
convidamos as crianças para uma nova experiência. Primeiramente relembramos
através de imagem as primeiras máquinas fotográficas que as crianças associaram
como grandes fazendo relação com a máquina que hoje utilizamos que é pequena
por caber na palma da nossa mão.
O trabalho com conceitos foi apresentado de uma forma lúdica primeiramente
trazendo para as crianças a máquina digital em que é possível, enquanto o
registro é realizado, observar os participantes ou paisagens que foi fotografada,
as crianças associaram enquanto uma “televisão” no objeto em que viram a
professora Celma dar-lhes tchau.
E enquanto novo instrumento de
conhecimento trouxe para a rodinha uma máquina analógica que foi vista com
ressalvas por ainda não fazer parte do conhecimento das crianças que foram logo
perguntando por onde veriam as imagens que fotografarem. Primeiramente trouxe o
valor sentimental do objeto, pois as crianças questionaram o porquê de eu ter
três máquinas: a digital usada nos registros e as que estavam nas minhas mãos.
Expliquei que se tratava de um presente que havia ganhado a muito tempo que foi
guardado com muito carinho e que agora trazia para as crianças conhecerem
combinando com elas os cuidados necessários. O Khelven associou que a cordinha
desta máquina era bem maior, expliquei que era para ser colocada no pescoço
para não cair assim como as que as das crianças que elas utilizavam nas
brincadeiras, ao que ele disse “mas a nossa é pequenininha e a sua é
grande”.
Mas outra relação precisava ser
compreendida. Relembramos o som produzido pelo objeto que o grupo foi
expressando verbalizando “clic-clic”. Instiguei as crianças para dizerem se ao
apertar o botão disparador para registrar a fotografia elas ouviam algum som e
tive com resposta que não, sem som. Esta questão foi ponto de partida para
apresentar o som que a máquina analógica produz e que representa o significado
do som culturalmente conhecido. As crianças ficaram muito atentas para não
perderem esse novo aprendizado.
Logo depois foi o momento de explorarem
esse “novo” objeto que foi culturalmente modificado diante as evoluções
tecnológicas e que muitas vezes não são de conhecimento dos mais jovens. As
crianças recorreram às aprendizagens quanto ao uso da máquina: postura, foco,
olhar no ponto para visualizar a imagem, assim com fizeram com as máquinas de
brinquedo e ajudaram os colegas que ainda não havia segurado a máquina
corretamente dizendo “não é assim não, é assim ô”. Esta fala reflete o quanto
as crianças aprendem entre elas mesmo de idades parecidas as experiências e
aprendizados acontecem de formas diferenciadas, como confirma a teoria
histórica-cultural.
Continuando ainda nas novas descobertas
questionei às crianças como poderíamos ver as fotos tiradas na máquina “antiga”
já que ela não tem a tela igual à da digital? As crianças não souberam dizer ao
que mostrei a elas o filme de rolo. Vendo a caixa e forma de acondicionar o
material a Ana Cecília disse se tratar de “remédio”, novas aprendizagens quanto
à função do filme.
Infelizmente devido à “antiguidade” das
máquinas analógicas elas não funcionaram para que registrássemos em filme
fotográfico estes momentos, contudo representamos o trabalho com as crianças
fazendo suas poses utilizando suas máquinas e a professora registrando tudo.
As experiências vivenciadas pela
turminha com o projeto “Pequenos Clics” foram chegando ao fim diante do
encerramento do ano letivo. Enquanto avaliação final acredito que foi propiciadas
situações significativas que levaram as crianças a se perceberem participantes
destes processos, pela autonomia das suas escolhas, as trocas afetivas
observadas a cada encontro, como o caso do Heitor e a Ana Cláudia trocaram de
papéis para fotografarem entre si.
Para comunicar o projeto foi organizada duas exposições distintas
socializando as aprendizagens adquiridas no desenvolvimento deste
trabalho.
Primeiramente na atividade
integrada entre todas as crianças da instituição convidei as crianças dos
agrupamentos para conhecerem o trabalho. Foi organizada uma exposição dos
materiais produzidos pelas professoras: relatórios mensais e portfólios no
decorrer do ano letivo. Conversei sobre o que as crianças da turma BC faziam
com as máquinas fotográficas, ou seja, registravam os momentos mais importantes
do CMEI. A partir desta atividade destaco a importância desta ação, tendo em
vista que muitas crianças desconheciam os materiais produzidos pelas
professoras.
O segundo momento e agora o encerramento aconteceu na Mostra Artístico
Cultural do CMEI com a presença das famílias e comunidade. O agrupamento foi
preparado para recebê-los com muito carinho, pois depois de um período
acompanhando de trechos do trabalho as famílias conheceram o todo, ou seja, o
que as crianças realizaram sobre a temática fotografia. Os registros do projeto
foram organizados de diferentes formas: em biombos, em relatos impresso e
instalação.
No
momento da festa recebemos a visita de muitos familiares que ficaram à vontade
em conhecer os trabalhos desenvolvidos. A presença mostra a valorização das
ações realizadas pelas crianças e professoras. Por fim paramos mais um
pouquinho para as últimas poses do semestre com gostinho de quero mais. Agora
resta aguardar os próximos “CLICS”.
Avaliação
Em relação experiências das crianças com o projeto “Pequenos
Clics” posso destacar enquanto processo avaliativo que o trabalho envolveu o
grupo com a temática, principalmente por elas terem participado de todo o
processo, da escolha dos momentos dos registro, da socialização dos trabalhos.
De forma lúdica e prazerosa foi possível observar e registrar diariamente os
processos que as crianças vivenciaram.
Enquanto instrumentos avaliativos junto às crianças utilizei a
roda de conversa enquanto recurso de apresentação de propostas e memória
coletiva do trabalho realizado, dos registros fotográficos realizados pelas
crianças e professora, da significação abstrata que o grupo foi dando aos
objetos relacionando suas vivências e experiências. O planejamento e registro
diário foram instrumentos fundamentais para avaliar o trabalho desenvolvido,
além dos encontros com a professora coordenadora para socializar o andamento do
projeto e nas providências necessárias.
Autoavaliação
O desenvolvimento deste projeto foi
muito prazeroso, pois ao longo do processo tive condições de avaliar as
propostas e refletir sobre os interesses das crianças. As pesquisas
fundamentaram meu fazer pedagógico interligando à minha prática, além da
aquisição de obras que subsidiassem o trabalho com a Educação Infantil avalio
que as aquisições foram investimento profissional e enquanto compromisso com a
turma busquei formas e estratégias que realmente contribuíssem nos processos de
aprendizagem e desenvolvimento das crianças.
Referências
BRASIL.
Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.
Secretaria de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, 2009.
BARBOSA,
Rogério Andrade. Jambo! Uma manhã
com os bichos da África. Ilustração: Edu Engel. São Paulo: Melhoramentos, 2009.
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