A brincadeira no espaço da Educação
Infantil: instrumento de aprendizagem[1]
Mas falar de brincadeira? Não acontece nada de importante no
CMEI? As crianças só brincam? Estas e outros questionamentos são frequentemente
ouvidos quando ainda não se sabe da função da Educação Infantil enquanto lugar
de aprendizagem.
E como as crianças aprendem? Qual o papel das professoras?
Em que momento é possível saber que estão aprendendo? Estas sim são questões
pertinentes de se fazerem, pois estas representam nosso papel enquanto sujeitos
mais experientes que possibilitam através da brincadeira o aprender na
infância. E as crianças são nossas parceiras neste processo, pois a partir de
suas falas, socializações, elas representam tudo que acontece na instituição. Um
exemplo disto é ouvido muito quando se despedem dos colegas, convidam e
insistem com os pais para pararem por um minuto para pular amarelinha dizendo
“é assim ô” e também ao irem embora vão dizendo do que brincaram e com quem.
E o que a Região Centro-Oeste tem haver com as brincadeiras
das crianças? Acreditamos que este trabalho torna-se primordial para
contextualizarmos como se brinca, com o que se brinca, além dos espaços do
CMEI. Quem são as crianças que vivem nos outros estados da Região Centro-Oeste
e como elas vivem em suas culturas, nas suas famílias.
Quem não brincou na infância de “baliza”, “telefone com
fio”, “vagalume”, “peteca”? Este é o papel da Educação Infantil de promover
aprendizagens a partir das brincadeiras e nada é mais importante do que preservar
as brincadeiras tradicionais que fazem parte do patrimônio imaterial da
humanidade brincando e socializando essas experiências.
De acordo com Silva (2011, p. 4)
As brincadeiras são consideradas um dos principais
meios para estreitar as relações coletivas de espontaneidade e descontração.
Por meio das brincadeiras são recuperados os modos de vida, hábitos, costumes,
tradições, experiências, histórias e principalmente, a cultura de um povo, de
uma sociedade e de uma nação.
Para preservar é preciso brincar dizem os especialistas, assim
as professoras turno vespertino, que chegam agora, abraçaram nossa proposta de
promover situações prazerosas através das brincadeiras, estas que nós adultos
muitas vezes dizemos que “brincamos na nossa infância” e que “antigamente
brincamos assim”.
Aqui fica nosso convite: Vamos brincar? Trazemos também
enquanto desafio: Que tal brincarem ainda mais com sua criança? Busquem na
memória os tempos da infância e juntos iniciem momentos ainda mais prazerosos.
REFERÊNCIAS
SILVA, Eduardo
Rodrigues. Vamos brincar de preservar? As brincadeiras infantis como patrimônio
imaterial. In: XXVI Simpósio Nacional da História, julho, 2011. São Paulo. Anais…
São Paulo, 2011
[1]
Professora da Rede Municipal de Educação do município de Goiânia. Atualmente na regência no agrupamento “EI-B” (crianças de 1 ano a 1 anos e 11 meses) e na Coordenadora Pedagógica do Centro Municipal 13 de Maio. Especialista em Educação
Infantil/UFG.